quarta-feira, 11 de junho de 2014

Ode à maturidade


Elegi a leveza para me acompanhar. Escolhi a alegria para estar próxima a mim. Convivo com a sutileza e ajo com gentileza. Me comprometi com a tranquilidade. Enxergo com clareza quem sou e gosto do que vejo. Recebo os olhares com ternura. Me guio por meu coração, mas não perco a razão. Foi aberto. Poderia ter me percebido assim antes. Não me permiti. Agradeço por ter me percebido à tempo. Caminho feliz.

"É nessa estrada que eu quero estar
Eu quero o dia, a noite e ao mar e cantar"

É a proximidade do novo ano causando profundas sensações, intensas emoções ...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Despedida


Hoje me despeço das amarras que me mantiveram em contato com um tempo que já passou. Hoje me despeço da melancolia que me acompanhou. Hoje me despeço da dor que me impediu de caminhar. Hoje me despeço daqueles que pouco significaram. Daqueles que deixaram de fazer sentido. Daqueles que a falta de sintonia afastou. Hoje me despeço da insistência em manter próximo fragmentos de outros tempos, outros ventos, apenas memórias. Seguiram. Estão todos bem. Rumos tomados. Caminhos traçados. Hoje me reaproximo da alegria. Hoje me reaproximo de mim.

domingo, 1 de setembro de 2013

Eu por você


Gosto de ouvir o que tem a dizer sobre mim. Gosto da forma que me descreve e de como inumera encantos que não sabia existir ou que simplesmente foram esquecidos. Revivo-os quando te ouço. Gosto da gentileza do seu olhar e das palavras doces que dirigi a mim. Gosto de como sou, mas gosto ainda mais de como diz quem sou. Em mim habita uma timidez ameaçadora, uma insegurança incomoda, incertezas desagradáveis. Sentimentos incoerentes e sensações desconexas. Você diz não ser possível. Sempre diz que sou maior e melhor que tudo isso. Enxerga possibilidades onde eu enxergo improbabilidades. Se refere ao meu sorriso como se fosse minha marca registrada porém, ele se apaga facilmente. E de novo, você está por perto para me lembrar de como é fácil mantê-lo.  Sua admiração me alimenta e me faz crer.  Seu orgulho me norteia. Chego até acreditar…

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ao Marcos Boboca FeliciÂnus


Sou heterosexual e não por opção. Talvez seja compulsoriamente, talvez seja uma convicção, talvez nem fosse minha opção. Provavelmente somente seja. E por ser assim, não admito que ninguém venha a mim e estipule que caminho a minha sexualidade deve seguir. Cuide da sua vida, porra!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Eu queria ter sido ...

Eu queria ter sido diferente do que eu sou. Eu queria ter me dedicado mais aos estudos. Mas essa não sou eu. Achava chato e desnecessário. Descobri esse prazer quando fui fazer o que gostava. Eu queria ter sido uma psicóloga incrível, daquelas que sacam com facilidade seu paciente. Mas essa não sou eu. Não tinha paciência para os problemas mundanos, assim como os meus, e que se apresentam dessa forma em sua maioria. Gosto bem mais de ser a paciente. Eu queria ter sido mais politizada. Entender sobre política, economia e problemas do mundo. Mas essa não sou eu. Mal sei identificar a esquerda da direita, principalmente quando estou dirigindo...rs. Se me pedem para virar a direita, não há dúvidas, viro a esquerda, porque há uma tendência em mim, ser de esquerda. Eu queria absorver as informações com mais facilidade. Mas essa não sou eu. Quando quero lembrar o nome do primeiro ministro do Reino Unido durante a segunda guerra mundial, dou um google. Assim como tantas outras informações que se foram, mesmo prestando atenção no que me interessa, lendo muito, pesquisando. Me dei conta que tenho uma memória momentânea. Eu queria ter sido mais solidária, mas eu não achava tempo. Hoje sei onde eu o encontro. Eu podia ter sido mais popular na escola. Mas essa, definitivamente, não era eu e éramos todos iguais. Aliás, essa é uma lembrança bacana do colegial. Eu queria ter sido menos crítica comigo. Eu queria ter me aceitado da forma que eu sou. Eu queria ter sido quem eu sou durante toda minha vida. Eu queria ter me reconhecido desde sempre. Eu gosto de quem eu sou. Rio das minhas limitações, encaro a vida com bom humor, cultivo meus amigos. Meu brownie é garantia de sucesso. Gosto do que eu escrevo. Aprendi a lidar com a minha timidez e meu receio em várias situações (ainda me atrapalham um bocado, mas estou na lida ... vou tirando de letra). Me acho engraçada e interessante em muitos momentos. Essa sou eu, em tempo de me reconhecer. Hoje valorizo o que eu gosto. Gosto do simples, gosto do gosto. Gosto de caminhar ouvindo música. Gosto do vento na cara. Gosto de dançar enquanto o farol não abre. Gosto de sorrir e do sorriso retribuído, mesmo quando a gente não se conhece. Gosto de sexo, drogas e rock'n roll. Gosto de cerveja, mais ainda quando está acompanhada de amigos. Gosto de tatuagens. Gosto de pessoas e nelas confio. Gosto de água tanto quanto de cerveja. Gosto da água da chuva, do mar, do rio. Gosto da rainha do mar. Gosto de estar comigo. Eu NãO queria ter sido diferente do que eu sou. Comigo aprendi.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Torcida


Sou uma Corinthiana fajutérrima, porém, sou Corinthiana. Quando "meu time" joga e fico sabendo, óbvio que torço por ele. Quando perde, minha tristeza é momentânea, quando ganha, tenho no máximo 5 minutos de alegria. Portanto, não interfere em nada na minha vida. O que realmente interfere são as agressões atribuídas a todo e qualquer time que vence ou perde um jogo ou um campeonato. Não entendo em absoluto porque ser gay, pobre, favelado, maconheiro, entre tantas outras coisas, podem ser ofensas. Para mim usar qualquer uma das denominações acima perjorativamente é desrespeitoso, é preconceituoso. Um preconceito arraigado, latente, perigoso. Ainda que em tom de piada. Posso garantir, não há a menor graça. Bambizada, porcaiada, favelados ... somos todos iguais. É por isso que realmente torço!!!!!

domingo, 25 de novembro de 2012

O Tesouro do Rubão


Uma vez eu disse que queria ser uma mãe que soubesse contar histórias. Eu contei. Contei uma história com elementos emprestados daqui e dali, porém, com personagens que somente Joana poderia permitir. Um pouco do encanto da Nair e do Rubão.

O Tesouro do Rubão

Chegou o feriado tão esperado. Joana estava ansiosa para ir para Avaré na casa da Vovó Regina. Lá é muito legal. Tem um jardim enorme que esconde um tesouro. Pelo menos foi o que a Fada Nona disse para ela quando se encontraram em sonho. A Fada Nona acompanhou toda a construção da casa. Conhece cada canto. Ela mora naquele jardim e cuida dele muito bem. Sempre está florido. Orquídeas e rosas são as suas preferidas. Bom, voltando ao tesouro, Joana arrumou suas malas, as do Tamborim e partiu para Avaré, mas não sem antes ligar para sua tia e combinar de encontrá-la por lá. Chegando na casa da sua avó, Nina veio recebê-los com o rabo abanando. Muita comida na mesa, bolo de fubá e muito sorriso da Vovó Regina, que havia preparado tudo de maneira muito especial. Joana estava preocupada. Sua tia ainda não havia chegado. Mas ela sabia porque. Sua tia estava esperando uma pessoa especializada em busca de tesouros, o pirata Jack Espirro. Foi dormir. Na madrugada Joana ouve passos e espirros. Finalmente tia Micoleta, sua picareta e o capitão Jack Espirro ancoraram em Avaré. Mais do que rápido Joana levantou, chamou seus fiéis escudeiros, Nina e Tamborim, e foram ao encontro deles. O capitão estava com um suposto mapa do tesouro na mão e um lenço, pois não parava de espirrar. Sentaram. Armaram estratégias. Planejaram tudo com detalhes e saíram a caça. Passaram o dia todo procurando sem nada achar. Não queriam parar nem para almoçar. O pirata com seus espirros não parava de andar pelo jardim. Tia Micoleta com sua picareta cavava imensos buracos. Vovó Regina estava ficando maluca com o que estavam fazendo com o jardim de sua casa. Não estava entendendo o que estava acontecendo. Estava nervosa porque já estava quase anoitecendo e ninguém queria comer nada. Resolveu perguntar o que estavam procurando. Foi quando contaram para ela sobre o tesouro. Ela riu. Disse que não sabia onde estava, mas que sempre ouviu seu pai, o sábio Rubão, falar de um tesouro. Ela e seus irmãos passaram a vida imaginando onde havia de estar. Rubão dizia que estava mais perto do que imaginavam, mas nunca deu muitas pistas. Foi quando Joana teve a idéia de chamar pela Fada Nona, que prontamente atendeu ao seu pedido e apareceu para todos. Joana perguntou para Fada Nona se ela sabia onde estava o tesouro. A Fada Nona disse que sim, que o Rubão sabiamente a ensinou e ela rapidamente aprendeu, perspicaz como sempre. Esse tesouro estava muito próximo. Ficaram muito curiosos e não paravam de fazer perguntas, afinal passaram o dia procurando e não haviam encontrado nenhuma pista. Ela resolveu ajudar. Encaminhou todos ao escritório do Rubão, lugar onde ele passava a maior parte do seu tempo. Apontou para as prateleiras de livros. Ficaram meio sem entender, mas Joana rapidamente sacou o que era. Olhou para sua Tia Micoleta, que deixou a picareta para trás pois percebeu na hora do que se tratava o tesouro. O maior tesouro que alguém pode ter é o conhecimento e a melhor maneira de tê-lo é lendo. Jack Espirro ficou meio irritado, espirrou mais e mais, porém, logo se rendeu ao encanto dos livros. Passaram o resto do feriado se deliciando com os livros do Rubão. De longe, Fada Nona e Rubão observavam orgulhosos sua família e sabiam que aquelas pessoas propagariam essa riqueza.